Se apaixonar por alguém no trabalho

É muito ruim você se apaixonar por alguém ainda mais no trabalho e pra piorar você não conhece a pessoa e quando a pessoa aparece e olha, o coração acelera. Quem nunca se apaixonou por alguém do trabalho não sabe como é possível torcer para que a segunda-feira de manhã chegue logo. É aquela coisa: de repente, entre um café e outro, entre um ... COMO FAZER ALGUÉM SE APAIXONAR POR VOCÊ Quais são os ingredientes secretos para fazer alguém se apaixonar, ou até se apaixonar novamente por você? Neste artigo eu vou te explicar cinco ingredientes essenciais para criar paixão. Talvez você não saiba, mas a paixão é além de um processo emocional, é também altamente químico! Utilizando qualquer … Se quiser aprender como não se apaixonar por alguém, saiba que isso requer persistência e perseverança, principalmente quando você sente que não consegue controlar suas emoções. Você pode estar tentando resistir aos sentimentos que tem por alguém ou está querendo um tempo longe do amor no geral. Mesmo depois de se apaixonar por alguém, mantenha a chama da positividade e da curiosidade acesa. Apaixonar-se é algo que acontece, mas manter o amor é resultado de uma série de escolhas. Tente continuar a se divertir com a pessoa, saber sempre mais sobre ela e compartilhar suas novas experiências. Por outro lado, ainda é possível dar muito trabalho. Troque de emprego todos os anos e você terminará com um currículo bastante quadriculado. Custa dinheiro para contratar e treinar funcionários; os gerentes de contratação não querem se arriscar com alguém que provavelmente estará do lado de fora daqui a 12 meses.

Sobre a balança da vida, e eu, que não sei pesar ;-;

2020.10.21 01:27 niiicekrl Sobre a balança da vida, e eu, que não sei pesar ;-;

Sabe, eu recentemente (esse mês) fiz meus 18 anos, e isso me deixou bem pensativo, tendo em vista a situação catastrofica financeiramente que eu me encontro, eu sou ateu, e não consigo acreditar em nada q seja bom, não duvido de fantasmas e sinto umas coisas, que me levam a agir por instinto, mas só, enfim, hoje, tive a noticia que, um casal de compradores, que garantiam boa parte do sustendo da familia (temos uma floricultura, q ta mais pra produção) não estão respondendo o telefone, não veem as mensagens e isso nos deu um medo de algo ter acontecido ou eles terem só ralado o pé, po mais q eles não sejam disso, e então, aki estou eu, pensando na balança da vida, uma teoria q eu criei pra tentar achar um motivo pra seguir, que conciste basicamente, em por as merdas q eu passo, vou ter q passar numa balança com as coias boas q me acontecem, podem acontecer, e quanto mais o tenpo passa e eu me fodo, menos parece q vale a pena sabe? Tipo, eu tenho poblemas com ansiedade isso é fato clinico, e no meio das crises me vem a vontade de largar tudo, de matar alguém, pegar o dinheiro pra contratar uma prostituta pra não morrer virgem, comer um lanche do meu lugar favorito, chegar numa paisagem bonita, e meter uma faca no pescoço, daria bem menos trabalho que maia uns 30, 40 anos de vida, mas é ai q ta, eu também amo muito viver, eu amo comer uma pizza com uma coquinha gelada, assistir filmes, series, animes e lives de pessoas q eu gosto, amo jogar games, e somho em um dia poder comprar todo e qualquer jogo e video game q eu quiser e até mesmo sonho em me apaixonar pela primeira vez, por isso digo que não sei pesar, horas eu aco q vale a pena, horas eu acho que não, eu queria trabalhar,pra ganhar dinheiro e resober metade dos poblemas, mas a falta de coragem, medo e o principal, ser um jovem preto gordo e feio, me impedem tanto pelos julgamentos, quanto por mim mesmo, enfim, é isso, com o tempo, talvez eu saiba medir certinho, talbez isso seja so uma crise e recaida, talbez eu acabe tudo semana que vêm, enfim, desculpa qualquer coisa, e se você leu isso até o final, obrigado, mas eu não sei se leria meu proprio relato ksksksks
E no fundo do poço, com as mãos na parede pra escalar, é que percebemos quão pequenos somos, e que por mais que sonhemos, pensemos e tentemos, sem garras, ou uma corda, fica dificil sair...
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2020.10.17 18:12 MenteConfusa Pensando em desistir

Esse desabafo foi extremamente necessário, feito por uma pessoa muito confusa com tudo, que não consegue colocar seus pensamentos em organização e alcançar suas metas e objetivos. Eu sei, ficou realmente grande, mas é uma forma de eu mesmo tentar me ajudar, colocando tudo o que dói pra fora, visto que não converso com ninguém sobre isso, o que talvez seja mais um problema que só percebi agora
Escrevam sobre o tópico que lhes interessa e já vai me ajudar muito, dificilmente alguém vai ter um bom conselho pra tudo
Sou um rapaz de 20 anos com muitos sonhos, muitas metas pro futuro mas que não consegue colocar tudo em prática. Não sei se o que me falta é foco, ação ou o que mais. Na verdade quando penso o que quero e preciso fazer minha mente gira por tantos assuntos que não consigo organizar meus pensamentos e metas, foi daí que comecei a escrever pra dar um rumo
Geralmente passo meus dias fazendo algumas coisas que vão dar resultado a longo prazo, como tentando cuidar da minha aparência, do meu corpo e fazendo as obrigações diárias. Acabei o ensino médio há um tempo e não encontrei nenhuma faculdade que tenha o que realmente quero. Eu vejo faculdade como uma encheção de saco gigante, eles colocam matérias só pra cumprir com o que o MEC pede e quem se fode é o estudante que perde muito tempo. Eu tava procurando alguma facul rápida por aqui que tenha a ver com gestão, administração, empreendedorismo, marketing, vendas, mas não encontrei ainda uma de qualidade que seja tecnólogo (2 anos e meio de graduação)
Todo o meu ensino até hoje foi público e de péssima qualidade. As vezes nem tinha aula e os professores lecionavam em áreas que não estudaram, o que tornava tudo ainda pior pra absorver. A estrutura era ruim, os professores eram ruim, os alunos eram ruins e você não tinha nada no que se espelhar. No fundamental sofri um pouco de bullying que foi o suficiente pra me traumatizar por um tempo, sempre que eu pensava em ir para a escola me dava calafrios. Se não fosse o meu melhor amigo, eu teria reprovado, ele era a única inspiração e motivação que eu tinha, fazíamos as atividades juntos e um se espelhava no outro, pois éramos os melhores da escola (título fácil de alcançar)
Minha família não é muito de conversar sobre os problemas, isso já é de muito tempo e é meio que cultural entre nós. Não converso sobre nada com meu pai, mas ele quase sempre me deu tudo o que preciso, é uma pessoa liberal, me deixando sair quando quiser e o tempo que quiser, só não gosta que eu mude minha aparência ou se envolva com cigarro ou coisa pior, beber pode. O que mais me deixa confortável é que ele não me pressiona de forma nenhuma sobre eu não estar trabalhando ou não dar nenhuma atualização sobre o que quero fazer, na verdade não sei nem se ele se importa tanto com o que quero, só com que eu consiga logo. Esse tempo é muito importante para um jovem que ainda precisa se decidir e precisa de tempo pra bolar algo que dê certo. Se não fosse pelo PS2 que ele me deu quando eu tinha uns 7 anos, eu não teria aprendido inglês cedo, o que prejudicaria muito das coisas que sei hoje e pior, eu procuraria lazer na rua, com amigos aqui da favela que seguiram por caminhos não convencionais de se ganhar dinheiro, e provavelmente eu faria o mesmo. Meu pai é a pessoa que eu mais amo no mundo, uma das minhas metas é ter uma boa relação com ele
Meu pai tem problemas de saúde como diabetes e pressão alta e não importa o que aconteça ele continua se alimentando mal, mesmo sabendo do pior. Eu sinto que ele pode morrer e se isso acontecer eu não vou me perdoar nunca. Eu fico puto pois passamos por um problema recente e ainda assim ele ainda não mudou, problema esse que vou citar agora
Recentemente minha mãe morreu, mas eu não me sinto confortável em contar os detalhes aqui. Meu pai foi essencial pra resolver toda a situação, mesmo os dois sendo separados há anos, ele tankou a maior parte da dor por mim e minha irmã.
Acredito que prevenir é a melhor coisa que existe pra viver bem com a própria mente, anotar todos os problemas e desejos e fazer eles o mais rápido o possível, para que você saiba que quando algo de ruim aconteça, você fez o possível. O problema é que não consigo, meu bloco de notas fica cada vez mais cheio, tem coisas de um ano atrás que não concluí ainda
O que mais me ajudaria agora é fazer dinheiro com algo que eu gosto. Prezo muito o tempo e sei que é a moeda mais valiosa que existe, então eu não gosto de gastar meu tempo com um trabalho que eu nao gosto, mas a ironia está em que eu gasto muito meu tempo com coisas inúteis no celular, quando poderia estar fazendo dinheiro com algo que não gosto. Sou burro
Sonho em ganhar dinheiro enquanto evoluo minhas próprias habilidades e coisas que eu gosto, ajudando pessoas e a mim mesmo. Talvez com assuntos políticos, religiosos, comunicativos, ajudando pessoas, evoluindo a mim mesmo, espiritualidade, jogos, lore, curiosidades, entretenimento, ajuda aos animais e blá blá blá. Uma plataforma que eu conseguiria fazer isso é o YouTube, mas preciso de um planejamento gigante e fico empacado no overthinking, sem agir de verdade. Outras formas de fazer money que eu amo é empreendendo, pois amo ser o dono do meu próprio negócio, odeio ter chefe e horário pra chegar em um lugar e valorizo meu tempo. Fazendo investimentos, pois em algum momento vou querer viver só de renda, e essa forma de fazer dinheiro junto com o empreendimento me permite ajudar muita gente mesmo, através de educação ou investindo nelas, talvez eu pense em seguir uma carreira política no futuro, visando evoluir minha comunidade, cidade, estado e região
No começo do ano eu sonhava em viajar pro exterior e trabalhar lá com programação, fazer muito dinheiro na Europa e voltar, mas aí eu pensei 'vou gastar anos trabalhando com algo que eu apenas gosto (não amo) sendo que eu posso fazer dinheiro fazendo algo que amo, evoluindo as áreas que amo com a consequência que vou demorar um pouco mais pra conseguir esse dinheiro? E decidi mudar de profissão desejada. Já fiz isso umas 6x esse ano, até que estou aqui. Só esse ano já mudei de faculdade desejada umas 10 vezes até desistir. Eu queria uma facul de empreendedorismo mas só tem no sul, porém acho que pego alguma de administração tecnólogo por aqui. Eu pretendo ser bem versátil, pra caso dê ruim no YouTube, empreendimento e investimentos, eu tenha um caminho de saída, uma porta de emergência, mas ainda estou MUITO confuso nessa área que é talvez a mais importante
Penso que se eu morar sozinho vou ter foco 100% em mim, pois um dos maiores problemas que vi é que as pessoas ao meu redor sugam o meu potencial. Desde que minha irmã voltou a dividir quarto comigo quando começou a pandemia, eu venho definhando cada vez mais, comprei The Witcher 3 pra passar a quarentena e todas as minhas metas e meu progresso foram por água a baixo, eu me viciei de novo em jogar mas ultimamente já resolvi. Ela suga minha mente, poluiu meu quarto com as coisas dela e eu não tenho mais espaço nenhum em casa pra fazer minhas coisas. Quando minha madrasta chega a noite eu fico 0% produtivo. O único momento que eu me sinto bem é de madrugada, quando todo mundo tá dormindo e eu consigo usar meu tempo de uma boa forma, ao menos conseguiria se eu não procrastinasse. Atualmente não estou acordando nesse horário pois meu sono está desregulado.
Ultimamente me apaixonei algumas vezes mas não passou de uns meses ficando. Tenho dificuldade pra conhecer pessoas novas, mais ainda de conhecer pessoas que eu me interesso, então acabo ficando carente por bastante tempo, até me apaixonar de novo. Tenho alguns traumas de relacionamentos então me sinto com o pé atrás de namorar de novo, mas queria muito arriscar, só falta a pessoa
Quero morar só, porém pra isso preciso de dinheiro, porém pra ter dinheiro preciso fazer dinheiro, pra fazer dinheiro preciso de espaço pra colocar minha mente no lugar, pra ter esse espaço preciso que minha irmã suma, ou que eu ative algum modo secreto onde eu consiga me esconder em uma bolha pra me desenvolver, ou me suicidar, ou que algum milagre aconteça... Eu não sei o que fazer... Talvez se eu apenas fazer, aconteça...
Como já falei, ainda não pude resolver esse problema familiar pois não costumamos conversar, pra piorar tudo ainda tenho que aturar o namorado dela que é um pé no saco, dormimos nós 3 em um beliche em um quarto de 2m², não vou entrar em mais detalhes pois aí envolve a vida particular dela
No mais eu sou uma pessoa extremamente feliz. Não fico triste com felicidade, as vezes só fico puto com facilidade. Tenho muita dificuldade em chorar, não sei se isso é um traço de frieza, de felicidade ou de pouco espaço pra tristeza, mas no geral as emoções que envolvem relacionamento me afetam muito. Odeio sentir ciúme, odeio me apaixonar e depois perder essa pessoa, são nesses poucos momentos que eu choro de raiva. Tenho alguns muitos amigos e o pico de dopamina produzido pelo meu cérebro é quando estou em festas com eles, me drogando e curtindo. Amo meus amigos demais, a maioria deles fiz na escola e foi a única coisa boa que tirei de lá
Talvez eu conseguisse progredir se simplesmente desistisse de tudo e levasse uma vida genérica. Talvez seria mais fácil se eu pensasse menos e desse menos importância pras coisas, o famoso 'deixa a vida me levar'. Talvez com o tempo minha mente se acostumasse e eu não me importaria mais
Escrever me ajuda muito, então mesmo que não tenha nenhum comentário aqui, isso me ajuda a organizar meus pensamentos
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2020.09.23 02:22 tali720 Tenho gostado de meu melhor amigo mas eu namoro

Bom, eu tenho 26 anos e uma filha pequena. Meio do ano passado eu comecei a gostar desse meu melhor amigo, mas eu ficava com muito receio de falar qualquer coisa pra ele e atrapalhar nossa amizade então não fiz nada. Começo do ano agora comecei a sair com um rapaz, gostei mto dele e comecamos a namorar. Cheguei a me apaixonar por ele e esquecer meu melhor amigo por um tempo, mas de umas semanas pra cá infelizmente o sentimento voltou
Meu namorado é uma pessoa boa, ele me trata bem e é aberto comigo. Mas sinto que estou desapaixonando não só por conta disso de meu amigo, mas tbm pelo fato de que ele xinga MUITO (o que me incomoda terrivelmente), fala muito de trabalho e problematiza com qualquer coisa (ex: eu falei pra ele que gosto de Harry Potter e ele praticamente me ofendeu terrivelmente pq segundo ele é um livro super racista e só quem concorda com racismo pode ler).
Já meu melhor amigo, nós nos conhecemos a uns 15 anos, somos super próximos, nunca brigamos. Acontece que é super tímido, virgem e fechado. Além disso, apesar de ter quase 26 anos, não sabe fazer nada de adulto pois os pais dele sempre fazem tudo (como botar roupa pra lavar, pegar ônibus, etc). Ele dorme todo dia 3 da manhã jogando. E nao trabalha tbm pois tá terminando a faculdade. E não bate com meu estilo de vida pois trabalho pra caramba, cuido de filha e sou de dormir cedo sempre.
Enfim.. aí esses dias fico pensando nisso..
Pelo lado da lógica somente, meu namorado atual tá sendo ótimo, apesar das coisas que citei. Mas tenho sentimentos pelo meu amigo e tbm não é justo com meu namorado estar com ele e gostar de outro.
De qualquer forma nem sei se meu amigo iria querer algo comigo, além de que nem sei se dariamos certo como namorados..
Alguém tem conselhos?
E antes que venha alguém aqui falar que isso é um problema besta (como vejo em muito tópico de relacionamento), tenho problemas piores como parente internado, lidar com estresse após abuso, criar filho sozinha, entre tantas coisas, mas só vim desabafar isso mesmo. Obrigada pra quem leu!
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2020.08.08 15:22 moonlich A origem dos conflitos raciais contemporâneos

Deixando de lado todo aquele papo de escravidão e tráfico negreiro, vamos estudar as relações de nossa era.
Muitos já devem ter ouvido a triste história do garoto negro e pobre de favela cujo o pai era motorista de ônibus e via os seus coleguinhas, filhos de traficantes, ficando ricos, saindo com as menininhas e esnobando. Esta é a típica versão do high school onde o protagonista ascende à posição de um maloqueiro por começar a roubar já que não via o pai enriquecer e sua vida ruindo.
O problema, é que esta vida materialista afasta as pessoas umas das outras pois um ladrão começa a se identificar com a essência dos objetos e no fim das contas, ele acaba esquecendo a garota por conta da vida boa. Sim, isto era uma história de amor.
Este e muitos casos de egocentrismo, que culmina em alcoolismo e traições, são refletidas em várias castas e bairros das cidades e o quê podemos fazer sobre isto?
Trouxemos aqui o professor Windfrey Petrekins da Universidade da Cochinchina para falar sobre o tema:
Olha, primeiramente muito bom dia.
Não dá pra fazer nada. Cê vai passar mó raiva, cê vai ouvir altas asneiras, vai dar vontade de praticar atos de autodestruição e falar bobeira pra quem você queria do seu lado. Quando você não tem em suas mãos a possibilidade de comprar e viajar, toda hora parece que o mundo está contra você. E quando você fica mais velho, não dá pra contar com muitas pessoas porque as pessoas não gostam de velhos. Tem que ter paciência e todos estes sonhos são alcançados quando se está mais velho, logo o quê uma pessoa poderia fazer é decidir que quer sossegar. Vai ser meio chato porque quem te conheceu quando você é novo, vai achar que você continua indo pra farra gastar sua grana. E como se sabe, o poder da memória e do pensamento persiste enquanto não for contraditado mas o problema é que quem tem o seu poder, está longe pois todas as tolices que dizíamos quando éramos jovens, sejam por palavras ou nos chats, são carregadas de nossa energia vital. Olhando por um ponto de vista positivo, a pessoa que recebe seu poder faz dele um meio de sobrevivência que não é crucial para ela mas é um símbolo de confiança. Até porque, se ela não quisesse, xingar-te-ia no momento em que você disse.
E o quê você acha que faz as pessoas aceitarem tanta asneira diariamente, professor?
Olha, por fora, a pessoa é forte e bonita mas o ser humano é uma criatura biológica e que envelhece. Sabendo disto, tem momentos de fraqueza constantes e por isto ouve e se submete à várias humilhações. Humilhações estas se estamos comparando o indivíduo com o estado da arte da evolução humana que seria uma máquina ou um deus. Quem se destaca nisto tudo é quem resiste mais pois como eu disse anteriormente, mesmo que a pessoa não diga na hora, ela pode não resistir e contar para uma terceira, descontar em objetos e até transformar esta carga em trabalho. É por isto que é importante conversar mas o quê fazem depois de adquirir a energia social continua sendo um problema. Mesmo uma pessoa que não conversa diretamente com outra mas ouve um diálogo também recebe esta energia.
Que legal, professor Windfrey! O quê o senhor pode nos dizer de pessoas que dizem muitos palavrões?
Hahaha esta é muito divertida ! Então, todo mundo já ouviu um palavrão. Mas tem um pouco a ver com o sexo. Normalmente, ninguém espera que uma pessoa bem aparentada esculache soltando pérolas imundas isto porque, entende-se que alguém bem aparentado estudou e aprendeu bons modos e que mesmo não tendo convívio com ela, ela usa palavras mais rebuscadas diariamente. Isto explica brigas de casais, garotinhas com raiva, homens sozinhos todos falando o quê não se espera deles. A esperança aqui é que tenhamos visto estas cenas em um momento único da pessoa e que ela normalmente não diz isto mas isto é se iludir para manter a imagem viva da pessoa divina que você tem. Sabemos que comprar e assistir televisão são formas de mentir para si mesmo pois a pessoa só é ela mesmo em momentos de explosão emocional, quando está sentando em uma privada, quando come e dorme. Resumindo e respondendo aos seus olhos, sim. Você deve se apaixonar pelos erros da pessoa caso queira ficar mais tempo com alguém.
Nossa, gente! O professor Petrekins sabe de tudo mesmo, né? Quantos mols de água tem no chuveiro?
6,02x10³³³³
Que horas são?
Tá na hora de puxar sua cueca pela bunda
Qual é o melhor: este ou este?
Nenhum dos dois, é aquele.
Fim de jogo, ponto pro time da casa.
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2020.07.22 00:34 browndusky alguém se por favor pode me ajudar corrigir minha gramatica numa tese que fiz?

não sou português mas português foi umas das disciplinas que escolhi em universidade.
Eu falo bem português mas meu português escrito é totalmente lixo.(sei que não é muito professional com todas as palavras vulgares mas ya isto era eu a usar tudo que eu sei)
obg para me ajuderem!


“Colora minha vida com o caos de problemas” esta é uma linha duma canção de Smith que esta menina usou como uma citação no anuário em um filme sentimental de 2011, eu achei fixe esta citação, e por isso escrevi no meu caderno de rascunho e sonhei um dia alguém vindo pra minha vida e colorir-o com caos de problemas.
Eu sempre senti assim, sempre senti que preciso algo mais, a coisa comigo é que nunca me sinto satisfeito com que tenho.
E como muitos outros da minha idade, tentei preencher o vazio com atenção, drogas, animes e especialmente com o amor.
Eu faço parte daquela geração Nepalesa que assiste “3 idiots” e ouve canções românticas do McFlo e pense que não consegue ser feliz sem se apaixonar. Sabes de quem eu estou a falar sobre, aqueles rapazes que têm um exterior áspero mas no fundo eles têm um lado macio basicamente somos tsundere.
Fds nem fiquei triste depois de terminar com minha ex. Eu fiquei tipo olhe mais uma experiência, da próxima vez que eu estiver a namorar não vou cometer os mesmos erros.
Já terminei 3 vezes mas ainda não me sinto triste porque é fixe ter emoções.
A minha esposa podia me trair, levar metade dos meus bens, meu cão e meu filho Ramesh e eu vou ficar sem teto a pensar WHOA emoções são fixes.
Apaixonamento é uma treta que gente inventaram porque ficaram entediados.
“Colora minha vida com o caos de problemas” mas-mas porquê? Es estúpido?
Porque é que vocês querem alguém para foder a sua vida artisticamente?
Deve ser porque gostamos de altos e baixos do amor. Gostamos da montanha russa de emoções que o amor dá e sentimos vivos.
Amor é como bebidas alcoólicas ou bater punheta. Sentimos bem quando fazemos, mas depois de acabar fazer ou consumir nos arrependemos.
Se vocês não me acreditam, há centenas dos estudos detalhando como euforia do amor provoca a mesma sensação no cérebro como cocaine, seus viciados.
Nenhuma outra espécies faz isso coisinha de apaixonar. Os macacos não estão sentados na cama a pensar se é muito pegajoso mandar mensagem para aquela macaco com cú grande. Os macacos não precisam de pensar qual vestido é melhor para o encontro ou se preocupar com o cheiro, eles só fodem. É incrível, eles poderiam a estar comer banana um momento ou matando insetos e boom começam a foder. Eles não se dão mínimo se alguém está a ver ou tirar fotografias. Nós complicamos demais, porque é que é eu preciso de vestir bem e usar perfume e ela tem que dizer ela não costuma fazer isto.
Apaixonar-se não faz qualquer sentido biologicamente é uma nova emoção humana baseado completamente em egoísmo, ciumento e a insegurança.
Vocês malucos decidiram que amor significa pelo lei ficaremos juntos para sempre e se não o fizermos, leva metade do meu dinheiro. MAS PORQUÊ?
Não sou de coração frio porque acredito que amor é real. É algo que compartilhamos com nossa família, nossos amigos, nossos animais de estimação e com o mundo.
O amor torna-se para uma emoção possessiva especificamente humana quando vocês falam de encontrar aquela menina . “QUANDO OLHEI PARA OLHOS DELAS EU SABIA QUE EU IA PASSAR RESTO DA MINHA VIDA COM ELA”
A serio? Eu acho que há algo mal com tua cabeça mano.
Cair de cabeça totalmente cega numa relação é igual á tu projetar tuas inseguranças em outra pessoa. Não estás feliz com tua vida por isso começas a procurar isso em outra pessoa, e isto é insustentável, irreal e perigoso. Talvez não tens amigos, não gostas do teu trabalho, não gostas de ti mesmo ou talvez a tua mãe não te abraçou suficiente quando eras criança. E agora quando encontras uma gaja fixe que ri das tuas piadas, tu agarras nela como uma sanguessuga e tornas-te uma psicopata se ela até olha para alguém.
Isto é porque o amor é tão viciante quanto uma droga, os únicos dois tipos de pessoas que cortaria seus pneus e ameaçaria suicídio é uma viciante de drogas e uma puta louca chamada Verónica(karen).
Mas talvez eu sou sozinho e amargo porque tentei me se apaixonar mas nunca funcionou para mim.
Eu tenho certeza que acontece isto com toda gente.
Achas que gostas uma gaja mas depois de bater a punheta já não é o caso. Percebes que não estavas a pensar com a cabeça certa(é chamado post nut syndrome em ingles).
Agora estou no ponto em que estou aberto à idéia de amor, mas eu não consigo manter conversas com minas da minha idade, elas parecem a viver a vida em Instagram e acho que isto é um chatice. Como vocês não se cansam de usar o instagram depois de uma semana ou um mês? È realmente incrível.
Quando estão a falar de maquiagem, roupas e exes, pá não dou mínimo, a sério não dou mínimo.
Eu percebo que quando falo que não dou mínimo, estou a ser ignorante porque as pessoas se apaixonam alegremente e isso faz eles felizes, pá sou quero o mesmo sentimento, embora que eu saiba que o amor é basicamente cocaine para minha coração.
Eu acho que estou apenas amarga a ver todas essas pessoas juntos alegremente a fazer promessas que provavelmente não vão manter. Parece divertido não parece?
Romance é uma venda fácil. Todos nós gostamos quando o protagonista acaba junto com a menina e ambos ficam felizes para sempre. Gostamos de ver o final feliz. Gostamos de acreditar em "felizes para sempre".
Mas o amor romântico e o amor em geral é muito mais complicado do que fomos levados a acreditar nos filmes de Hollywood.
Não ouvimos que o amor às vezes seja desagradável ou até doloroso, ou que o amor precisa autodisciplina e uma certa quantidade de esforço sustentado ao longo de anos, décadas e uma vida inteira. Essas verdades não são emocionantes. Nem eles vendem bem. A dolorosa verdade do amor é que o verdadeiro trabalho de um relacionamento começa depois que a cortina se fecha e os créditos rolam.
Como a maioria das coisas na mídia, o retrato do amor na cultura pop é limitado ao destaque. Todas as complexidades da vida real em um relacionamento são varridas para dar lugar a títulos emocionantes, a separação injusta e, claro, o final feliz favorito de todos.
Quando somos apaixonados, não podemos imaginar que algo possa dar errado entre nós e nosso parceiro. Não conseguimos ver falhas delas , tudo o que vemos é potencial e possibilidade ilimitados.
Isto não é amor. Isso claramente é uma ilusão. E, como a maioria das ilusões, as coisas não terminam bem.
Eu acho que eu gosto de ideia de amor mas não tenho paciência nem quero comprometer minha liberdade para ela. Eu gosto quando estou o centro da atenção e não gosto quando sou eu que precisa de dar atenção. Sempre que estive num relacionamento a princípio, fico empolgado; mas depois de algum tempo, perco toda a paciência e a interessa.
Eu gosto de ideia de amor e é basicamente que este filme 500 days of summer satirizou.
Eu gosto como este filme criticou o conceito de amor.
A personagem principal decidiu que a menina Summer era sua alma gémea, porque eles ambos gostam da mesma música. Ele cresceu vendo filmes românticos com um fim clássico. E por isso ele pintou uma imagem na cabeça que a Summer era criada para ficar junto com ele mas não é realmente o caso no fim deste filme. O amor verdadeiro precisa de paciência, compromisso e atenção e isto parece búe complicado pá. Em vez disso eu prefiro ver porno e bater a punheta.
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2020.07.16 16:32 BardoCaminhante Estou desenvolvendo ansiedadekkk

A alguns meses tive um caso com uma garota, a história não vem ao caso agora por ser muito longa mas resumindo, eu fiz merda, acabei não valorizando-a e ela escolheu alguém que a valorizava como ela merecia. No começo fiquei bem mal e tals, tentei resolver mas já era, só aceita nego. Pensei "ok então, vou seguir minha vida pleno", e assim fiz, arrumei outro trabalho (antes estava só como freela) atualmente estou com bastante metas de vidas que inclui alguns sonhos que tenho, ou seja, não parei minha vida por ela, bloquiei em todas redes sociais dps de um tempo pra evitar recaidas. Isso tem uns 4 meses já que fiquei sem nenhum contato com ela ou a namorada dela q era minha amiga.
Trabalho com e-commerce então pra evitar dar sono ou cair no tédio mortal fico ouvindo músicas e podcast o dia todo, estava eu ouvindo minhas música de corno e tals quando do nd vem lembrança dela, apesar de vir do nd eu nunca a tinha esquecido, sempre antes de dormir lembrava dela, no começo achei que era culpa da música mas sou eclético e os pensamentos sobre ela vem em qualquer música. Percebi que conforme os dias iam passando eu ficava ansioso quando pensava nela, coração dava uma acelrada e tals. Nunca tive problema com ansiedade e nem nada do tipo, muito pelo contrário sempre fui muito calmo e da paz.
Em um dia bêbado recuperei o número dela e desbloquei, mandei o famigerado "oi", a gente não conversou pq como tava bêbado enfiei o celular no cu e voltei a curtir só fui falar com ela no outro dia dps que acordei de ressaca. No dia seguinte sair pra beber e tals porém não cheguei a ficar bêbado como no dia anterior, tinha tomado só algumas latinhas com um amigo, estava alegre, fui pra casa jogar um lolzinho e mandei mensagem ora ela. A gente conversou bem pouco sobre como estava a vida e tals e pronto.
Depois disso não falei mais basicamente, porém essa ansiedade ao pensar nela vem bem antes disso como tinha dito, antes de eu desbloquear e trocar mensagens com ela isso já tinha começado a acontecer, atualmente pouco antes de começar a escrever esse post estava no trabalho tranquilamente ouvindo minhas músicas quando do nada vem pensamentos sobre ela, meu coração acelerou meu olho meio que travou no pensamento, tipo esqueci o que estava fazendo e fiquei olhando pra tela do pc fixadamente enquanto a mão tremia, bebi um copo d'água que sempre deixo do lado e fui pro banheiro, peguei um pouco de água no bebedouro e entrei no banheiro, sentei e fiquei olhando pro teto pensando "QUE PORRA TA ACONTECENDO KARALHO?", nunca fui de me apaixonar (esse foi um dos motivos por a gente ter se distanciado) e pensei que isso seria passageiro, que logo iria esquecer, mas a cada dia que se passa só aumenta.
Enfim, se piorar procuro um profissional pra ver se é algo sério, mas creio eu que não, só um desabafo mesmo, tenho que voltar a trabalhar agora, desculpa pelo textão e tenham um bom dia.
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2020.07.03 07:56 rVonyon Sogro kuzao

Vou tentar ser breve no relato, mais tem coisas que eu tenho que explicar senão o resto não faz muito sentido. Namoro com ela a 1 ano e 4 meses, nesse tempo fui na casa dela uma 10 vezes no max, passando sempre menos de meia hora.O motivo = o pai kuzão
Mais quando eu falo kuzão, é kuzão mesmo, o cara sempre me esnobou, das vezes que nos cruzamos o maluco fez questão de me fazer eu me sentir um *****, me humilhar e tripudiar. Além do fato de eu comer a filha dele, o outro motivo pelo qual ele me odeia é aquela clássica diferença de classe, quem assistiu algumas das 30 temporadas de malhação manja como é. Não sou pobrão master, mais meu trabalho não é la essas coisas, e eles são de família rica,gerações e gerações de engenheiros e tal, rios de grana.Como a filha dele foi se apaixonar por mim? Outros 500. O maluco achar que eu to ali por causa do dinheiro já é um motivo escroto,tendo em visto que a filha é linda,até se fosse favelada eu olharia do mesmo jeito,mais [email protected], FAZ MAIS DE UM ANO,custa o maluco levantar bandeira branca e ficar em paz?
Explicada a situação, vamos aos fatos- Minha família foi viajar pra casa de uns parentes,eu trabalho,não pude ir.Quando você namora,e sua namorada não curte seus amigos, inevitavelmente você se afasta dos caras, é o famoso "ou eles ou eu" Sem família,distante dos amigos,não tinha outra alternativa a não ser ficar com ela. Eu odiei a ideia, lógico, mais ela insistiu, disse que não tinha problema e que tudo ia acabar bem, Ô. A mãe dela não é necessariamente uma [email protected] rica,sempre me tratou com educação, a mesma educação que ela tem com os empregados, mais ok. Tem uma irmã também, mais é adolescente rica autista, não esboça emoção, não é gata e não faz diferença, só citei porque ela também estava na mesa.
A TRETA- Vamos pular pra ceia, Já podem imaginar que o sogrão "gente boa" além de não olhar na minha cara, fez questão de mandar indiretas,a fim de humilhar este ****** que vos fala. Começou aquela palhaçada depois da meia-noite, começou o que eu vou chamar de rage-time: Primeiro rage-time: A empregada servindo todo mundo,chegou na minha vez ele INTERROMPEU a mulher,falou pra ela deixar os negocios em cima da mesa lá que eu sabia me servir sozinho, que tava acostumado com self-service. Imagina aí já minha cara de lixo. Minha namorada,que não enfrenta o pai, fez um olhar de tristeza e me serviu, eu pensei em outras coisas, tentei relevar. Segundo rage-time: Meu telefone tocou,minha mãe querendo dar feliz natal,fui atender na inocência,ele deu UM SOCO na mesa, -VOCÊ NÃO SABIA QUE ISSO É FALTA DE EDUCAÇÃO NÃO ? "MALANDRO". Essa minha mãe ouviu,levantei da mesa e fui falar com ela,voltei,ele tinha tirado meu prato da mesa (rs) A essa altura, vocês já imaginam o quão **** eu tava, [email protected] a ceia, [email protected] tudo, nem fome eu tinha mais. Minha namorada empurrou discretamente o prato dela pra mim, disfarçando perguntou quem era, falei baixinho que era minha mãe. Rage-time final:O filho da **** TINHA que fazer piadinha com a minha mãe né caras, Quando ele ouviu fez o comentário, dessa vez direto pra mim: -E a patroa da sua mãe deixa ela ligar pra celular? é muita folga, aqui empregada folgada assim comigo se *. Não dava mais, eu ia me sentir um ** pro resto da vida se eu não quebrasse os dentes daquele maluco ali mesmo Tá bom que ia acabar o namoro, ta bom que eu também podia apanhar,que ia acabar com o natal da família,mais ofender assim alguém que nem ta ali pra se defender, alguém que eu sei que dá um duro do ******* pra viver ser motivo de gracinha pra quele lixo de pessoa. Toquei o *-se,não lembro exatamente as palavras porque tava muito nervoso mesmo,mais foi mais ou menos isso: -ESCUTA AQUI Ô SEU MONTE DE **,VOCÊ QUERER TIRAR COM A MINHA CARA JÁ DURANTE UM ANO É UM BOM MOTIVO PRA EU TE QUEBRAR,AGORA OFENDER A MINHA MÃE SEM MAIS NEM MENOS. Nessa ele me interrompeu simplesmente gritou -FALA BAIXO SEU FAVELADO e jogou o copo em mim,pegou no meu braço. Imagina o caos que tava essa mesa, minha namo tentando me segurar,a esposa puxando ele, a outra louca autista chorando, Eu naquele ódio já tava disposto a matar ele ali mesmo.Ele veio,dando a volta na mesa igual um touro pra me pegar, eu firme encarando ele,enquanto ele vinha eu via a janela da sala de jantar grande de fundo Vi o que parecia ser uma aeronave não tripulada pequena passando rápido, logo atrás uma especie de exoesqueleto metálico armado com uma metralhadora, de repente, um estrondo ensurdecedor seguido de um clarão. Era o início da era das máquinas.
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2020.01.08 08:07 Bloodao Paixão por uma personagem fictícia.

Olá, esse é o segundo site em que posto isso, por mais que seja um tanto vergonhoso pra min, sinto que é nescessário, por favor se você acha esse título uma brincadeira ou uma fanfic, pelo menos não comente nada pra não piorar minha situação, irei contar como tudo começou desde o primeiro dia.

Naquele dia eu estava jogando tranquilamente, e chega uma mensagem no meu celular, eu abro e é meu amigo, me recomendando um anime, eu curto animes e ultimamente tem sido o meu hobby além de jogar, então eu fui ver, pra quem assiste bastante animes, provavelmente já deve conhecer,Rascal Does Not Dream of Bunny Girl Senpai, ou só pelo nome curto que as pessoas chamam normalmente, Bunny Girl Senpai, e bom, eu assisti o anime inteiro e achei maravilhoso e incrível, creio que tenha sido o melhor anime da minha vida inteira, depois de terminar o anime assisti o filme do anime, que também é espetacular, depois disso eu fui continuar meu dia normal de férias, jogar ou assistir mais anime, mas eu tavo sentindo um peso enorme, e eu não sabia o que era, e eu ficando confuso comecei a entrar em pânico, tentando descobrir o que estava me causando essa agonia, esse frio na barriga absurdo, então sem querer eu descobri, quando eu pensei em uma das personagens do anime, eu cai em lágrimas, tinha acabo de descobrir que estava apaixonado por uma personagem fictícia, me refiro a Mai Sakurajima, ou apenas Mai-San, e eu estava tentando achar uma solução e me veio a cabeça ''eu posso ficar tranquilo, isso é só uma apaixonite por uma personagem, obviamente não vai durar nada ou algo do tipo'', emfim.... aqui estou eu, com um belo tempo passado, e já estou ficando com medo de me sentir assim pra sempre, pode parecer muito exagero, afinal estamos tratando de algo impossível, mas eu realmente percebo que estou apaixonado por ela, ela conseguiu ser perfeita aos meus olhos, provavelmente não só aos meus, isso que me deixa ainda mais furioso, além de ser uma personagem, ou seja, é algo que nunca conseguirei, se por um acaso eu conseguisse, eu não seria o único, pode parecer egoísmo mas é o que eu sinto, eu cada vez só sinto mais afeto por ela, eu realmente à amo, eu percebo isso por que um dia eu já fiquei apaixonado por uma garota, e senti as mesmas coisas, e eu só consegui esquece-la por que ela realmente parou de existir pra min, eu não lembro dela mais, e quando eu lembro não sinto mais nada, provavelmente muitos de vocês que estão vendo esse texto vai tentar responder que esse é o exemplo mais forte de que eu vou um dia quem sabe esquecer a Mai-San, mas pra min esse é o exemplo mais forte de que eu não vou esquecer, por que pra esquecer uma garota que eu praticamente não tinha contato nenhum com ela, quase não a via, foi um inferno, imagina pra uma personagem, que é algo que aparece toda hora, ainda mais ligada a tantas coisas importantes pra min, por exemplo, quem me recomendou o anime foi um dos meus melhores amigos, pra min ele é uma pessoa inesquecível, e o anime foi o melhor que já vi na vida, então também é inesquecível, eu já não sei o que fazer, muitas pessoas também podem falar que eu só estou apaixonado por ela ser uma personagem bonita, mas a personalidade dela pra min é a melhor do mundo, eu não consigo acreditar que exista algo assim, uma pessoa tão boa e doce, que se preocupa com você a ponto de largar o trabalho que estava fazendo em outro país, pra viajar até você pra te confortar, talvez possa existir várias pessoas assim, mas eu queria me casar com ela, queria dormir com um abraço quente dela, e pensar nessas coisas só aumentam meu amor por ela.

Eu sou um cara muito realista, nem um pouco utópico, reconheço o que é impossível, e talvez por isso eu esteja mais triste do que deveria estar, eu sei que não vou consegui-la, e isso me dói muito, acho que é a dor mais forte que já senti, superou até a que eu senti na morte do meu avô.

Não sou uma pessoa triste, não vivo dizendo por ai que quero cortar os pulsos nada do tipo, e como eu já disse essa sensação não é nova pra min, já que já senti isso um dia, eu fico com um ódio de mim mesmo por ter me apaixonado por uma personagem de um desenho japonês, kkkk me da até vontade de rir, mas a tristeza bate muito mais forte por culpa de todos esses fatores, eu não vou esquece-la, e nunca vou ter ela junto comigo.

Eu realmente agradeço você que leu tudo isso e que provavelmente quer me ajudar, eu não sei o que fazer, e não sei o que quero que aconteça no meu futuro, já que uma parte de min que esquece-la, pra acabar com esse sofrimento que estou sentindo, mas a outra parte quer que eu lembre dela, essa parte quer ser utópica, a ponto de ter esperança de um dia eu me juntar a uma personagem de desenho, eu não sei como eu deixei isso acontecer (me apaixonar por uma personagem), mas eu me culpo todo dia por isso.

Antes de terminar queria dizer que se você for responder uma frase pra me ajudar que seja do tipo: ''fale com seus pais sobre isso, eles são as melhores pessoas pra conversar com você'' ou ''tente achar uma pessoa igual a ela, tanto em aparência (apesar de ser impossível pois além dela ser perfeita rsrs... ela é uma personagem de anime) quanto em personalidade''. Digo pra não responder isso pois se eu falo pros meus pais sobre isso, e que foi assistindo anime que aconteceu, eles vão cortar minha assinatura com o site de animes, pois pra assinar foi uma luta, já que meu pai havia ouvido rumores de que adolescentes/jovens estava se suicidando e coisa do tipo por causa de animes, e assistir animes está sendo meu hobby principal, é o que eu mais gosto de fazer. E pela parte de encontrar alguém parecida, por que eu não vou ficar com uma garota apenas por que ela parece com uma outra pessoa que eu gostaria de estar namorando, além de ser ruim pra min, em questão de eu estar sendo egoísta e deixando a garota triste por isso, eu vou estar apenas aumentando as esperanças de que um dia eu tenha ela.
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2019.12.15 19:52 L_Nando Um chorinho no fim do domingo

Tudo bem, acho que vou contar como tem sido minha vida depois deste post, https://www.reddit.com/desabafos/comments/e7zvgx/my_almost_love_story/ , depois de algumas coisas que umas amigas me falaram, descobri que não tenho a minima chance com a garota por quem estava apaixonado, fiquei mal o fim de semana toda. Eu nem consegui ir numa confraternização do trabalho pois não sabia como reagir diante dela. Não sei se ela sabe do que sinto Quero dizer, acho que sim, só que ela não fala nada pra não me magoar.
Ainda penso em entrar pra academia e mesmo não tendo podendo mais contar com o amor que sinto pra ter forças de segui em frente a masturbação hoje me faz sentir nojo de mim mesmo e sobre meus desenhos no Photoshop, sinto que tenho de terminar o desenho da minha musa.

Mesmo sendo provável que um dia eu vá me apaixonar de novo por outro alguém, e tudo de bom que pude realizar pelo que senti por ela, eu sei que um pedaço de mim vai morrer junto a esse amor que eu venho tentando sufocar.
"Porque o coração não pode estar aonde ele quer estar?"
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2019.12.07 04:10 unsoberdand ultimas semanas e coisas q machucam a um tempo

eu cheguei num nível q eu pesquisei no google "Nao tenho ngn pra conversar"
descobri o Reddit (não sabia da existência disso aq) e dessa comunidade
faz uns 5 min q fiz minha conta... só pra enumerar as coisas meio merda q tao rolando (nao sao necessariamente o fim do mundo mas em quantidade pequenas coisas podem fzr um estrago mt grande em qualquer um)
eu tenho uma melhor amiga (literalmente só ela mesmo) e eu fui burra o suficiente pra me apaixonar por ela
e como toda historia de amor meio merda ela n gosta de volta etc e tal (isso incomoda mas nao ao ponto de acabar nossa amizade por isso)
2 semanas atrás ela conheceu um cara novo ai (num role q eu n fui pq estava doente as foc) e me parece q eles vão ficar juntos (e isso machuca tb porem ao mesmo tempo eu fico feliz q ela tenha achado ele)
a vale dizer q eu fiquei doente pq Ela estava doente primeiro e me passou uma infecção bacteriana (n q seja culpa de alguém eh só q eh mt azar mesmo) q me deixou uma semana inteira com aquelas ínguas na garganta
ao ponto de um dia eu acordar sem respirar (de tao inchado q ficou)
ir direito pro hospital
tomar o famoso Benzetacil na bunda e mais 4 injeções intravenosas
e entao eu sobrevivi a essa semana
na ultima semana minha cidade ficou sem corre e eu já estava sem bk
roubaram meu cllr no meu primeiro dia de trabalho num lugar novo (ao qual eu nunca mais vou botar os pés) n tenho grana pra um novo entao acho q ate fevereiro ou marco eu devo ficar sem mesmo
eu faltei 5 dos 6 dias de academia q eu treino (por 0 motivos além dos q existem só dentro da minha cabeça)
conheci o boy lá da minha amg (eu n sei quem berrou mais alto... ciúme ou a inveja... mas contive minhas emoções ao máximo pq no final das contas eu sempre soube q n teria chance alguma e a única coisa q eu posso fzr é desejar q ela seja feliz )
eu tenho ansiedade a mt tempo e esse ano desenvolvi depressão
cada dia q passa eu quero me encolher mais no canto q fica meu pc (eh literalmente o canto mais escuro do meu quarto)
cada dia q passa tb eu tenho medo de perder minha única amg
cada dia q passa eu me sinto mais vazia de certa forma
eu n tenho um bom relacionamento com meus pais (e dependo completamente deles ainda)
Em resumo eu aprendi a mentir muito cedo oq ao longo dos anos drenou a confiança deles em mim... e eles sao homofóbicos (o que frustrou minhas expectativas aos 12 anos quando eu cai na real q se eu abrisse meu bico provavelmente teria q achar outro lugar pra dormir... e parando pra pensar esse foi um dos motivos de eu começar a mentir tanto)
hj eu minto muito... tipo o tempo todo ate pra mim mesma... n consigo controlar as vezes ps. relendo o texto eu acabei de ver q eu menti aq kkkkkkkkkkkk eu sequer percebo... eu consertei as partes pq eu quero q seja verdadeiro esse desabafo aq
meus pais odeiam minha amg (eles n sabem q somos amigas ainda) ela sequer pode vir aq em casa e todas vez q nos vemos é escondido (e a culpa tb eh minha pq um dia eu menti e essa mentira em especial tinha perna curta e acabou q parte da treta sobrou pra minha amg)
eu comecei a usar droga cedo tb e agora n consigo largar cigarro e 80% do meu refugio é ficar dopada de alguma coisa (álcool maconha key ou oq tiver pra consumir) todo dia de manha eu fumo um bk pra conseguir tomar café (se tiver gente em casa eu n consigo fumar e n consigo tomar café) todo dia de noite eu espero todo mundo ir dormir pra fumar tb pra poder dormir (meu passatempo preferido eh fzr as coisa chapada pq tudo fica ridiculamente gostoso de se fzr)
eu costumava me mutilar com lamina etc parei com isso porem 3 semanas atrás eu bati incessantemente minha cabeça na parede ate sangrar por motivos de q eu tenho tido brigas (explosivas e frequentes) com meu pai e como ele é meu pai eu sempre me fodo (ele é militar e ve tudo como hierarquia então eu jamais conseguiria falar de igual pra igual com ele na minha condição) na real esse n foi o motivo mas foi a gota dagua q precisava pra transbordar o balde
vai fazer 5 anos q eu engravidei e fiz um aborto improvisado e isso ainda mexe com a minha cabeça
eu to esperando resultado do enem pra ver se eu passo no curso q eu me inscrevi mas acho mt remota a chance pq simplesmente me propus a me preparar esse ano pro enem e n cumpri tudo oq eu tinha q ter estudado
eu tenho um jeito mt estranho de ser eu... e as pessoas normalmente estranham quando eu mostro
entao minha vida é interpretar papeis de outras pessoas (do tipo agir como elas agiriam pra ser aceita em alguma bolha social)
oq me levou ao problema de n saber direito como é minha real personalidade pq é mt natural pra mim agr so imitar as pessoas pra n passar vergonha (vergonha de mim)
eu amo minha mãe ela é um amor e normalmente eu sou cuzona com ela pq eu prefiro q ela me veja como adolescentezinha rebelde do q tudo isso ai q ta escrito em cima e acho q essa foi a pior decisão q eu podia tomar
acho q vou vir aq mais vezes pra escrever... espero q da próxima vez com melhores tópicos do q esses
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2019.10.24 04:51 DualSimCard Estou apaixonado por meu colega de trabalho

Eu não aguento mais, já vai fazer mais de 1 mês que não consigo tirar ele da cabeça, eu me apaixonei por meu colega de trabalho, o problema é que ninguém tem certeza da sexualidade dele, meu gaydar e de muitos outros acham que ele é gay, ele é um pouco afeminado e já chegaram a zoar algumas vezes com ele, por isso acho que ele se fechou.
Não sei se pergunto a ele, não sei se digo a verdade para ele, que gosto dele. Muitas vezes percebo que ele me olha demais, acho isso foda pois às vezes até acho que ele sente o mesmo por mim mas não tem coragem de falar, até pq muita gente diz que não sabia que eu era gay.
Temos um grupo no Whatsapp que é só de quem é LGBT na empresa, eu estava pensando em perguntar a ele se ele é gay para participar do grupo, e dizer que eu era do grupo também, não tenho tanto receio de dizer que sou gay para ele, meu maior medo é de dizer que gosto dele e ele não ser gay e passar a me evitar, já tive experiências ruins a me apaixonar por alguém e descobrir depois de falar a verdade que o cara era hetero.
Mas não posso deixar isso passar, eu sinto que a gente daria muito certo, e estou ficando doido com isso, para vocês terem ideia sou ateísta mas já até li as orações do Cipriano para amarração para ver se dar em algo, mas isso não existe, não deu em nada pq isso não existe.
O que vocês acham que eu deveria fazer?
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2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
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2019.01.26 20:05 guerrilheiro_urbano Coerência. Por Christian Dunker

Quando mudamos de opinião tendo consciência e reconhecendo as razões do processo de mudança, não chamamos isso de incoerência, mas de autenticidade

Coerência é uma palavra que vem do latim cohaerentia, do radical haereo, ponto fixo, imóvel parado, de onde teria evoluído para opinião, sistema ou doutrina (haeresis). Coerência indica como estamos comprometidos com o que acreditamos. Nossas palavras têm crédito, confiabilidade e consequência no tempo. Entretanto, muitas vezes, em nome da coerência nos apegamos a uma forma de vida que precisamos ou queremos abandonar. Frequentemente a coerência em relação aos outros está em conflito com a coerência em relação a si. Quando mudamos de opinião tendo consciência e reconhecendo as razões do processo de mudança, não chamamos isso de incoerência, mas de autenticidade.
Usamos esses dois valores de modo não simétrico e equitativo. Esperamos um alto nível de fidelidade e compromisso dos outros. Mas, entre trair os outros e ser fiel a nós mesmos, a segunda alternativa costuma vencer. Para criticar o outro usamos a incoerência, para nos defender sacamos a carta da autenticidade. Esse mecanismo atua como um corretor automático para manter nossas ilusões. Quando admiramos uma pessoa e ela nos decepciona, criamos suplementos explicativos do tipo "as circunstâncias mudaram". Mitigamos a incoerência do outro apelando para aspectos "positivos", com os quais ele ainda mantém-se coerente. Protegemos nossas crenças dizendo que aqueles que detestamos seriam ainda mais incoerentes. Em suma, a coerência é tanto um critério de justiça subjetiva quanto um subterfúgio para recusar a realidade. Dois pesos, duas medidas. Por isso a força da realidade dos fatos é tão pequena quando se trata de mudar crenças. Por isso também temos tanta dificuldade de deixar de amar alguém que nos causa mal, ou sair de relações tóxicas.

De Aristóteles a Kant entendemos que a verdade é a adequação da coisa ao intelecto ou a correspondência entre as palavras e os fatos. Contra isso Tarski argumentou que a verdade de um sistema depende da relação lógica dele com ele mesmo. A teoria da verdade como coerência parece ter encontrado uma inusitada aplicação prática quando pensamos nos mundos fechados em bolhas de opinião e nos condomínios de moralidade. Como se aumentando o número de pessoas acreditando no que eu acredito isso, por si só, tornasse minha crença mais verdadeira.
Em função desse prazer da confirmação resistimos a admitir a incoerência de quem uma vez ganhou nossa confiança. Isso causa uma dor psíquica chamada arrependimento. Dar o braço a torcer, voltar atrás e rever crenças é um importante sinal de saúde psíquica. A capacidade de sentir vergonha, em vez de ódio, ao ver sua coerência derrotada pela verdade dos fatos, significa que a realidade ainda é capaz de gerar transformações em você, ainda que seja insuportável reconhecer seus erros para os outros. Quando você perceber que alguém está neste estado de transformação íntima deixe a incoerência fazer seu trabalho. Ela age melhor no silêncio das consciências individuais do que na guerra de opiniões. Evite usar aquela voz materna chata que, diante do desastre consumado, murmura: "Eu bem que te avisei". Dizer isso cria resistência. A pessoa substitui o penoso trabalho de mudança subjetiva pelo reforço da raiva contra você e volta a se apaixonar pela coerência.
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2018.12.25 16:05 PalmoLasso Agredi meu sogro durante a ceia de natal

Vou tentar ser breve no relato, mais tem coisas que eu tenho que explicar senão o resto não faz muito sentido.
Namoro com ela a 1 ano e 4 meses, nesse tempo fui na casa dela uma 10 vezes no max, passando sempre menos de meia hora.O motivo = o pai kuzão

Mais quando eu falo kuzão, é kuzão mesmo, o cara sempre me esnobou, das vezes que nos cruzamos o maluco fez questão de me fazer eu me sentir um *****, me humilhar e tripudiar.
Além do fato de eu comer a filha dele, o outro motivo pelo qual ele me odeia é aquela clássica diferença de classe, quem assistiu algumas das 30 temporadas de malhação manja como é.
Não sou pobrão master, mais meu trabalho não é la essas coisas, e eles são de família rica,gerações e gerações de engenheiros e tal, rios de grana.Como a filha dele foi se apaixonar por mim? Outros 500.
O maluco achar que eu to ali por causa do dinheiro já é um motivo escroto,tendo em visto que a filha é linda,até se fosse favelada eu olharia do mesmo jeito,mais [email protected], FAZ MAIS DE UM ANO,custa o maluco levantar bandeira branca e ficar em paz?

Explicada a situação, vamos aos fatos-
Minha família foi viajar pra casa de uns parentes,eu trabalho,não pude ir.Quando você namora,e sua namorada não curte seus amigos, inevitavelmente você se afasta dos caras, é o famoso "ou eles ou eu"
Sem família,distante dos amigos,não tinha outra alternativa a não ser ficar com ela.
Eu odiei a ideia, lógico, mais ela insistiu, disse que não tinha problema e que tudo ia acabar bem, Ô.
A mãe dela não é necessariamente uma [email protected] rica,sempre me tratou com educação, a mesma educação que ela tem com os empregados, mais ok.
Tem uma irmã também, mais é adolescente rica autista, não esboça emoção, não é gata e não faz diferença, só citei porque ela também estava na mesa.

A TRETA-
Vamos pular pra ceia,
Já podem imaginar que o sogrão "gente boa" além de não olhar na minha cara, fez questão de mandar indiretas,a fim de humilhar este ****** que vos fala.
Começou aquela palhaçada depois da meia-noite, começou o que eu vou chamar de rage-time:
Primeiro rage-time: A empregada servindo todo mundo,chegou na minha vez ele INTERROMPEU a mulher,falou pra ela deixar os negocios em cima da mesa lá que eu sabia me servir sozinho,
que tava acostumado com self-service.
Imagina aí já minha cara de lixo.
Minha namorada,que não enfrenta o pai, fez um olhar de tristeza e me serviu, eu pensei em outras coisas, tentei relevar.
Segundo rage-time: Meu telefone tocou,minha mãe querendo dar feliz natal,fui atender na inocência,ele deu UM SOCO na mesa, -VOCÊ NÃO SABIA QUE ISSO É FALTA DE EDUCAÇÃO NÃO ? "MALANDRO".
Essa minha mãe ouviu,levantei da mesa e fui falar com ela,voltei,ele tinha tirado meu prato da mesa (rs)
A essa altura, vocês já imaginam o quão **** eu tava, [email protected] a ceia, [email protected] tudo, nem fome eu tinha mais.
Minha namorada empurrou discretamente o prato dela pra mim, disfarçando perguntou quem era, falei baixinho que era minha mãe.
Rage-time final:O filho da **** TINHA que fazer piadinha com a minha mãe né caras,
Quando ele ouviu fez o comentário, dessa vez direto pra mim:
-E a patroa da sua mãe deixa ela ligar pra celular? é muita folga, aqui empregada folgada assim comigo se ****.
Não dava mais, eu ia me sentir um ***** pro resto da vida se eu não quebrasse os dentes daquele maluco ali mesmo
Tá bom que ia acabar o namoro, ta bom que eu também podia apanhar,que ia acabar com o natal da família,mais ofender assim alguém que nem ta ali pra se defender,
alguém que eu sei que dá um duro do ******* pra viver ser motivo de gracinha pra quele lixo de pessoa.
Toquei o ****-se,não lembro exatamente as palavras porque tava muito nervoso mesmo,mais foi mais ou menos isso: -ESCUTA AQUI Ô SEU MONTE DE *****,VOCÊ QUERER TIRAR COM A MINHA CARA JÁ DURANTE UM ANO É UM BOM MOTIVO PRA EU TE QUEBRAR,AGORA OFENDER A MINHA MÃE SEM MAIS NEM MENOS.
Nessa ele me interrompeu
simplesmente gritou -FALA BAIXO SEU FAVELADO e jogou o copo em mim,pegou no meu braço.
Imagina o caos que tava essa mesa, minha namo tentando me segurar,a esposa puxando ele, a outra louca autista chorando,
Eu naquele ódio já tava disposto a matar ele ali mesmo.Ele veio,dando a volta na mesa igual um touro pra me pegar, eu firme encarando ele,enquanto ele vinha eu via a janela da sala de jantar grande de fundo
Vi o que parecia ser uma aeronave não tripulada pequena passando rápido, logo atrás uma especie de exoesqueleto metálico armado com uma metralhadora, de repente, um estrondo ensurdecedor seguido de um clarão. Era o início da era das máquinas.
submitted by PalmoLasso to valetudo [link] [comments]


2018.11.17 07:47 Gnar_cya Como a idade vem nos alcançando e nossa busca por algo aumenta só pra tentar fazer algo produtivo ou importante ou apenas preencher um pedaço que falta na nossa alma

Queria ouvir historias das pessoas de 18-20 anos, sobre qual a coisa que elas mais querem concretizar ou realizar até os 23-25 anos de idade e como vem sendo para os mesmos.
Eu de um tempo pra cá, com toda a minha procrastinação, preguiça e tédio, decidi que já estava na hora de mudar isso tudo e fazer as coisas realmente funcionarem, pois eu já tinha completado meus 18 anos e não tinha nenhum feito de que eu me orgulhasse, eu nem sequer me formei no colegial por ter vadiado a minha adolescência toda em, festas, rolês e as vezes que eu matava aula pra ir ao cinema com meus amigos, naquele tempo eu não ligava muito pra quase nada (Adolescência) e nem pensava sobre como isso me atrasaria pra muitas coisas quando eu ficasse mais velho. Eu literalmente não tive nenhuma ajuda dos meus pais (conselhos) e eles não me reprimiam por matar aula, beber e fumar, eles realmente sabiam de tudo isso e quando eles se divorciaram, eu simplesmente parei de frequentar a escola por ter ficado bastante triste e deprimido, eu mal levantava da minha cama e passava todos os dias deitado no meu quarto, mas depois de um tempo eu consegui superar tudo isso e voltar pra escola. Acabei me formando no colegial com 19 anos de idade, faltando apenas 4 meses pra completar 20. Eu sempre fui muito solitário por ser tímido e não dar tanto valor as minhas amizades, eu era bem solitário e não tinha namorada, e namorar era uma coisa que eu já tinha desistido de vez. E não eu não sou feio e nem trato as garotas mal, meu único problema é, não conseguir me apaixonar tão fácil, eu estava sozinho por que eu não tinha achado nenhuma garota que me fizesse sentir feliz ou especial e, quando eu conseguia me apaixonar por alguma garota, no fim ela não sentia nada por mim e isso me deixava bastante frustrado comigo mesmo, eu não consigo ser feliz sem ter alguma pessoa pra amar, sem ter alguém que me faça pensar em não fazer algumas coisas pelo meu próprio bem, alguém que cuide de mim e que me deixe cuidar dela, as vezes penso que a vida só é boa quando se vive ela a dois, quando se tem alguém para amar, quando se tem alguém esperando você chegar em casa com um grande sorriso no rosto. Hoje eu tenho 25 anos, tenho o trabalho que eu quero pois estudei muito pra conseguir exerce-lo, eu tenho tudo que eu quero na verdade, mas por que ainda sinto como se faltasse um pedaço em mim? Isso me tira o sono quando vou dormir, fico pensando quando vou achar uma pessoa que me faça completo e preencha o pedaço que falta em mim. Pois eu conheci uma garota a 2 semanas, nós conversamos bastante, eu realmente gosto dela, acho que estou apaixonado, sinto falta dela pois não nos falamos a 2 dias. Por quê sera que a cada 2 horas essa garota me vem nos pensamentos e bagunça todos eles? Talvez seja essa garota, ou talvez também dê errado igual todas as outras vezes. A coisa que eu mais quero na vida é, poder me apaixonar, poder construir uma família, poder cuidar dos meus filhos, poder ensinar tudo que aprendi a eles. Bem la no fundo todos queremos amar e ser amados, tenho certeza de que o amor é a coisa mais importante da vida. E vocês? o que vocês querem fazer, conquistar, construir até seus 25 anos de idade?
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2018.08.08 03:26 Kvothe_sem_Denna Outra vez!

Outra desilusão amorosa. A conheci no trabalho, ela se chamava Sofia, no início ela parecia interessada, eu porém não queria me envolver por já ter machucado antes com outra moça, mas ela soube ser insistente, conseguiu meu número, puxou assunto, e acabei gostando dela, quando achei que iria "rolar" ela apenas saiu fora, dizendo que conheceu outro cara mais "a moda antiga" que eu. Fiquei irritado comigo mesmo, porque fui me apaixonar, eu sabia que ia dar merda, idiota! Aprenda de uma vez por todas que gostar de alguém que não seja você, é "furada", todos as pessoas vão eventualmente te decepcionar. Então já decidi, não irei me apaixonar NUNCA MAIS! Uma semana depois voltando do trabalho para casa, eu a vi me encarando e quando ela percebeu, ela sorriu para mim, mais que sorriso lindo! Eu não aguentei, diante daquela visão visão tão bela, sorri também. Ela levantou bem devagar e veio se sentar do meu lado do banco. E enquanto ela se aproximava, eu discutia comigo mesmo: "Burro, idiota, babaca, isso vai dar merda de novo". Mas fazer o que né...
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2018.07.11 23:48 andrelameirao [Opinião/Discussão] O Sporting a 11/07/2018

Boa noite sportinguistas.
Faço este post numa tentativa de desabafo e de dar a minha opinião, de forma a poder-se discutir limpidamente o Sporting.
Ponto 1:BdC
Nos últimos tempos este sub tem sido impossível. É downvotes de quem tem a opinião A contra downvotes de quem tem a opinião B. Este sub tornou-se num "Tu és cego, és brunista!" contra um "Tu és cego, és croquette!". Admito ter contribuído para isso com alguns comentários, mas nunca foi a minha intenção. E passo a explicar:
Sou adepto da obra que Bruno de Carvalho fez, confirmo. Mas isso é diferente de ser adepto do mesmo. Eu não sou brunista, ou lá como lhe chamam. Eu sou adepto de um pavilhão lindo que me enche de orgulho. Sou adepto de vencer tudo o que é modalidades. Sou adepto de ter um canal de televisão (que ainda tem um longo caminho pela frente, como é óbvio). Sou adepto de ter cada vez mais e mais sócios e estádios cada vez mais e mais cheios. Sou especialmente adepto de sentir que o meu Sporting se rege pelos valores que sempre me transmitiu e que tem a coragem e honra de apontar tudo o que é sujidade no desporto.
E acredito que quase todos aqui reconhecem que BdC trouxe isso ao Sporting. Por isso e SÓ por isso sou adepto da sua obra. Não vamos confundir isso com ser-se apoiante cego de uma pessoa. Não me interessa quem é o presidente do Sporting. Se é o Bruno, o Varandas, o Zé ou o Fernando desde que mantenha no Sporting uma linha evolutiva e a defesa máxima dos seus valores, simples.
Da mesma forma não se pode confundir aqueles que simplesmente querem mudar o rumo da gestão que o clube leva com aqueles que simplesmente odeiam BdC. Tudo isto são coisas diferentes. Pelo menos, aos meus olhos, pode-se gostar do trabalho de BdC sem se ser fanático pelo mesmo da mesma forma que se pode querer mandar BdC embora e continuar a querer-se um Sporting forte, independente e acima de tudo digno.
Ponto 2: As rescisões
Estas últimas semanas têm sido caóticas. Para além disso têm sido dolorosas e injustas para com os sportinguistas. E o ponto que mais terá contribuído passe pelo caso das rescisões. Um aparte muito importante: não misturem apoio ao BdC com repúdia pelos atletas que rescindiram. Acreditem ou não pode-se odiar BdC e ao mesmo tempo ser contra as rescisões, por isso distingam os dois assuntos.
Sou apologista do mote "Zero Ídolos". Ainda assim, todas as épocas dou por mim a vibrar especialmente com alguns jogadores. Seja a sua qualidade técnica, seja aquela vez que bateu no peito e gritou depois de um golo, seja aquela vez que chorou ou disse que amava o Sporting porque somos adeptos fantásticos, a verdade é que qualquer um acaba por se "apaixonar" por este ou aquele jogador. É mais forte do que nós que alinhamos o bater do coração a cada remate deles. Rui Patrício e Bruno Fernandes foram os meus "ídolos" nos últimos anos, cada um pelas suas razões. Para além deles admito que sempre tive um especial carinho por todos os meninos da formação. Tantas vezes insultei treinadores por não darem hipótese aos leões e irem buscar um cepo qualquer para o seu lugar. E isto tendo sempre na memória as facadas do Simão, do Quaresma, do Moutinho (e de outros espalhados pela nossa história). Mas sempre foi mais forte do que eu. Por isso mesmo é que este caso das rescisões me afeta MUITO mais do que a saída do Bruno ou a entrada de quem quer que seja.
A minha posição no caso das rescisões está formada: não aceitaria nenhum de volta e levaria os casos todos até às últimas consequências. Não é uma questão do valor que receberíamos, é uma questão de valores e de orgulho. E cada um dos que rescindiu destroçou-me o coração. Eu percebo quando dizem que preferem que entre agora X valor por um do que esperar e ver se ganhamos o dobro no TAS ou na FIFA, percebo quando dizem que eles devem ter passado momentos horríveis. Mas não consigo aceitar a posição dos jogadores ao longo de todo o processo. Não consigo aceitar que tudo foi inocente, que é normal só os jogadores com mercado tenham ido com isto em frente, não consigo aceitar que nenhum se tenha dignado a dirigir palavras aos adeptos (no momento, não é agora) que dão o que têm e não têm para correr o mundo atrás deles, não consigo aceitar que não se pudesse resolver isto de outra forma, que não conseguissem sair de outra forma, não consigo. E tenho direito a isso. A minha opinião neste caso é simples e até novos factos não mudará, não vale a pena debate-la mais pois creio que está bastante bem explicada, concordem ou não. Finalizando, três pontos: - Os jogadores que conseguirem vender por um preço justo, que sejam vendidos (APENAS e SÓ porque há muita coisa para lidar ao mesmo tempo); - Os jogadores que já assinaram contratos ou que assinarem contratos à rebelia do Sporting que vejam o seu caso levado até à exaustão nas entidades competentes; - Os jogadores que regressarem que não recebam nem mais um cêntimo do que recebiam, que não recebam qualquer prémio e que sejam vendidos assim que uma boa proposta aparecer. Desejo ainda que nenhum dos regressados seja especialmente acarinhado pelos adeptos, independentemente da sua valia técnica.
Ponto 3: Comissão de Gestão & Sousa Cintra
Em 1º lugar quero sublinhar que não reconheço no Sousa Cintra capacidade para o papel que hoje ocupa (e repito: HOJE), por isso quero acreditar que está rodeado de muita gente mais competente.
Vou resumir o melhor possível a minha opinião neste ponto:
Ponto 4: Eleições e o futuro
Sendo o mais sincero e conciso possível: Não me preocupa. Não acredito em mais Godinhos e Soares Francos. Acredito sinceramente que os sócios e adeptos do Sporting não vão permitir isso. Já vamos em 5 ou 6 candidatos. Tudo o que me importa são os seus planos de trabalho. Não me interessa se são simpáticos ou arrogantes, mansos ou mais expressivos. Não me interessa se são populistas ou elitistas. Não me interessa nada disso. Tudo o que a mim me interessa é o que vão fazer no Sporting. É isso que eu quero ver, ler e analisar. Quero pessoas capazes, profissionais e com vontade de trabalhar. Quero pessoas que recebam salário para que a sua vida profissional passe só e exclusivamente pelo Sporting. Quero alguém que tenha uma estratégia pensada, delineada e pronta para por em prática. E depois logo vemos se eram promessas vazias ou se o cargo está bem entregue.
Já me alonguei demais, provavelmente ninguém irá ler este testamento. Ou então serei corrido a downvotes até ao abismo simplesmente porque algumas pessoas discordam da minha opinião. Repito: isto é a minha opinião, é um desabafo. E espero que contribua para discussões saudáveis sobre qualquer dos pontos enumerados ou qualquer outro.
A todos vós desejo que possam sorrir muitas vezes graças ao nosso Sporting. Que o que a gente quer é alegrias. Abraço e SL.
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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